domingo, 27 de dezembro de 2009

Review: Goa Trance Edição Especial de 3 anos













“No último sabádo, 12 de dezembro, em Juiz de Fora, foi realizada a edição especial de 3 anos da Goa Trance que trouxe para cidade grandes nomes da música eletrônica como ASTRIX, 220V ,FELGUK,RANK TAMP, DAY DIN, ACE VENTURA para um domingo perfeito de muita paz, harmonia , gente bonita e muita alegria. Cheguei na festa, era umas 5h 30 EYAL YANKOVINK estava chegando ao final de sua apresentação e lá de fora a vontade de dançar já era grande. Após uma entrada organizada e sem filas, com pessoas educadas recebendo os ingressos e verificando os nomes na lista,e comprando seu vale alimento. Dando uma volta pela festa pude notar a presença de uma decoração já conhecida, com poucas novidades , mas o palco estava com um visual lindo e hipnotizante.Sem contar que o sistema de SOM dessa edição sinceramente foi o mais top que já ouvi nos últimos tempos.. surprieendente ''me emocionei poder ouvi minhas músicas preferidas naquela altura.rsrs ''voltando pra festa ... rsrs outra coisa que me chamou bastante atenção foi que não vi muitas lixeiras pela festa , isso e horrivel porque o dancefloor chega certa hora fica pessímo para dançar enfim..O bar estava bem funcional, atendimento rápido, bebidas bem geladas, atendentes educados e tudo bem organizado e água a cada rave que passa fica mais cara, hahaha! ;D Há outra coisa que nessa edição gostei muito e que não pode ser esquecido de falar aqui , foi a localização dos banheiros achei muito bom , de fácil acesso e razoavelmente limpos. Top



Eis que ASTRIX sobe ao palco e como já era de se esperar ele veio forte, fazendo com que todos chegassem para frente do palco e delirar, vibrar , se emocionar com aquela apresentação espetacular.Quando ele abaixava um pouco o som, fácil era escutar os delírios e aplausos de um público entusiasmado e feliz com tudo o que tinha sido visto até ali, e com tamanha empolgação que astrix subiu ao palco para mostra que é ASTRIX, não dá para explicar o que ele fez, palavras não resume aquilo. foi uma seleção de músicas espetaculares fazendo com que todo mundo dançasse do inicio ao fim.Olha que a festa só estava apenas começando muitas surpresas estava por vim.


 

Depois de apresentações tão fantásticas como a de 200v e V.Falabella que fez uma transição impecável difícil seria ver algo tão bom quanto eles, mas nada impossível para FELGUK que chegou de forma única, deixando todo mundo maluco com suas músicas The Funky Drama, Do You Like Bass ,Dance Forever e grandes outros sucessos, como eu já tinha visto outras apresentações da dupla pude percebe uma grande evolução nas novas produções o que fez com que a galera pulasse e dançasse ao som , a cada música, a cada virada uma energia invadia a pista fazendo até quem não gostasse tanto de electro pular e estampar um sorriso no rosto.Felguk sempre é Felguk simplesmente envolvente e dinâmica de total interação com o público Só tenho uma palavra para descrever tal apresentação SENSACIONAL.



Rank Tamp vinha com mais um set repleto de surpresas que teve inicio com a nova intro e foi passeando por várias vertentes como tech house, prog house e minimal. Foi impossível ficar parado ao som daquela apresentação que para mim está entre as melhores que já pude assistir da dupla, Fabrício Capute e Daniel Ventura que teve seu auge quando eles começaram a tocar Underworld – I Ever Feel Better numa versão que era impossível ficar parado e não se arrepiar com aquela q seria a melhor música do set.toda galera feliz e emocionada num clima de total harmonia entre público e dj, simplesmente lindo.Sem dúvidas a dupla está se consagrando na cena mundial eletrônica!
Day Din veio CONTUDO , com as primeiras batidas eletrônicas o electro prog “rasgadooo” que vinha pela frente, nem sei muito o que falar dele aqui, pois vai parecer a visão de um fã falando, mas sei que é impossível qualquer pessoa falar ou apontar algum ponto ruim nele.Sem dúvidas, esta foi inesquecível, e a melhor nem sei muito o que falar porque não conseguia para d dançar.Uma apresentação única e com personalidade, com certeza um projeto que faz a diferença.

Enfim a TUOR 2009 chega ao fim, fechando o ano com chave de ouro.Parabéns a Ganesh Produções pelo ótimo evento e que 2010 venha com tudo! Só um apelo a GOA já passou da hora de ter um TELÃO no palco.



quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Festa infinita, o entorpecente mundo das Raves.



O FESTA INFINITA, O ENTORPECENTE MUNDO DAS RAVES o livro de Tomás Chiaverini , Posso dizer que este livro me deixou em uma montanha russo de sentimentos, pois por vezes achei que ele poderia ser uma “enciclopédia” do mundo eletrônico, mas algumas outras vezes tive vontade de tacá-lo pela janela.
O livro foi divulgado informando que era um relato jornalistico imparcial sobre raves, porém desde o inicio achei, e acho, que um assunto tão “polêmico” e com tantos outros assuntos relacionados, como são os eventos de música eletrônica, que é totalmente impossível permanecer imparcial até o fim de um grande relato como este.
Inquestionável é a qualidade do autor, o Tomás Chiaverini, um jornalista que buscou informações com algumas das pessoas mais importantes da cena eletrônica nacional, além de fazer uma pesquisa de campo em alguns dos principais eventos do estado de São Paulo, sendo estes:
- “Earth Dance” - (Itu-SP)
- “Mystic Tribe - 3 anos” - (Itu-SP)
- “Respect” - (Itu-SP)
- “Xxxperience” - (Itu -SP)
- “Xxxperience” - (Ribeirão Preto- SP)
- “Xxxperience” - (Itu-SP)
Além de dois dos maiores festivais do país, o Universo Paralello (Pratigi – BA) e o Trancedence (Alto Paraíso – GO). Obvio é que “apenas” baseado pelo estado de São Paulo e por estes dois festivais, o Tomás não nos passaria uma noção sobre uma cena nacional, mas de acordo com o proposto pelo autor e o apresentado no livro, seu trabalho foi feito de forma espetacular, tendo em vista que o descrito durante todo o livro aparece em forma de texto jornalistico, fazendo com que parecesse que estávamos lendo uma revista especializada.
Vale lembrar que muita gente reclamou sobre este livro ser baseado apenas em eventos paulistas, além dos dois únicos festivais já citados, porém temos que entender que para se fazer uma pesquisa de campo sobre um assunto tão amplo e em um país com dimensões continentais como o Brasil, é necessário muito dinheiro, mas como o próprio autor disse na entrevista pra este blog, “a realidade que se impõe é outra”, apesar dele querer viajar o país e o mundo, se necessário, para escrever um livro.
Festa Infinita conta em relatos um pouco da história da música eletrônica, o seu surgimento e desenvolvimento em terras tupiniquins, além claro dos sentimentos e experiências pessoais do autor que até então nunca havia ido a raves ou festivais.
Uma das informações mais importantes diz respeito ao desenvolvimento dos eventos eletrônicos, onde narra que estes começaram com um grande conteúdo cultural e religioso e com o passar dos anos e com a popularização absurda, aqueles vem sofrendo grandes perdas de conteúdo e foco, tornando-se cada vez mais eventos comerciais, visando e objetivando apenas o lucro, pois grandes empresas produtoras de eventos começaram a perceber o quanto lucrativa as raves passaram a ser, e com isso deixaram de realizar festas de outros gêneros, dedicando-se apenas as festas de música eletrônica.
Tomás Chiaverini ainda acompanha de perto a rotina de Djs e produtores como Rica Amaral, Gabe, Du Serena e do grupo ambientalista Fuck For Forest, a construção e realização do Universo Paralello #09, bem como a rotina de alguns frequentadores deste mundo eletrônico.
Contudo, após escrever um pouco sobre o histórico e efeitos do ecstasy e de tomar uma “bala” dessas ele deixa escapar sua imparcialidade no primeiro parágrafo da página 270: “Nesse momento, tenho certeza absoluta de que não há música eletrônica sem ecstasy, de que aqueles sons são uma espécie de interface com a droga, criados para estimularem os efeitos da MDMA”.
Em um todo o livro é excelente já que traz muitas informações importantes e necessárias para as pessoas que curtem música eletrônica, mas estas devem ser filtradas, pois existem algumas informações e afirmações como a citada acima, que ao meu ver são totalmente inverdades, e com isso o autor foge de seu objetivo, o de ser imparcial para que pessoas que não frequentam este universo tenham uma noção 100% real sobre a cena eletrônica que cada vez mais ganha adeptos.
Digo isto tendo em vista que depois que terminei de ler o livro, minha mãe pediu para ler o mesmo, e esta, uma leiga no assunto, pois tem informações destes eventos através dos noticiários na TV ou jornais e de nossas conversas durante estes (apenas) quase 4 anos que frequento raves, e enquanto ela lia o livro mostrava-se empolgada com os relatos da história e com alguns acontecimentos em festas, além do que era descrito sobre o presenciado no Universo Paralello e de outros assuntos, fazendo com que ela pedisse para levá-la em uma futura edição deste festival.
Porém, informou ainda que o livro seguia um lindo roteiro levando muitas informações de qualidade ao público frequentador ou não deste universo, mas que no final estava totalmente voltado para a ligação existente entre drogas e raves, tendo muitas vezes demostrado uma visão nada imparcial sobre o assunto, e segundo ela, em certo ponto fazendo apologia as drogas e ajudando a concretizar a visão errada que muitas pessoas tem de que todos os frequentadores de raves e eventos de música eletrônica são usuários de drogas.
Sem dúvidas Festa Infinita, o entorpecente mundo das raves, deve ser lido por todos amantes da música eletrônica, pois tem um conteúdo jornalistico e histórico muito bom, que acrescentará muito aos frequentadores das festas eletrônicas, porém este não é um livro imparcial, apesar de se manter assim durante quase toda a sua narrativa. E com isso parabenizo Tomás Chiaverini, por ter conseguido fazer um livro de qualidade apesar de ter tido pouca experiência e vivência neste “universo paralelo”.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Review: Mega Edição especial 1 ano!














“No último domingo, 20 de setembro, em Juiz de Fora , foi realizada a Mega edição especial de 1 ano. trouxe para cidade grandes nomes da música eletrônica para um domingo perfeito de muito Sol... Paz ... alegria ... e hamonia. Fazer review de festas é sempre muito bom. Pois tento expressa em palavras o que foi o evento pra mim.
Cheguei na Mega era por volta de 12:00 lithium LIVE! começava sua apresentação trazendo um full on contagiante.Dando uma volta pela festa pude notar a presença de uma decoração mais trabalhada dando aquele ar psicódelico , deixando a festa com um visual lindo e hipnotizante.
Foi manero também que usaram materias recicláveis na composição da decoração.
Outra coisa que me chamou bastante atenção foi a presença de um número significativo de lixeiras pelas festas que para minha surpresa foram bem utilizadas até o fim do evento, deixando todo dancefloor do sítio mais limpo e mais gostoso de dançar.
Como já é de costume das festinhas daqui .. bar funcionando perfeitamente atendimento rápido e preços justos. Nada fora do normal não ... Há vale lembra que nesse edição teve um bar maior que facilitou o andamento da festa.
X-sound soube fazer a transição perfeitamente fez um misto de tracks conhecidas e outras menos comerciais que fizeram com que a galera vibrasse e emocionasse.














Para alegria geral da nação começa a apresentação do Rank Tamp e como já era de se esperar todo mundo ficou MUITO DOIDO MESMO! Foi uma apresentação linda com uma seleção de músicas surpreendentes que mostrou para todos a evolução da dupla e o motivo de estarem fazendo tanto sucesso por onde passam. Uma cena marcante foi no final da apresentação toda galera feliz e emocionada num clima de total harmonia entre público e dj, simplesmente lindo.
Como já falaram em alguns tópicos na comunidade sem sombra de dúvida melhor edição...Fica nítido como o evento está crescendo e ficando com cara de rave! Desde de já fica aqui meus Parabéns a produção e aos organizadores por esses Momentos de alegria.
E quem venhas muitas outras Megas com essa vibe!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

xXx Perience Búzios @05 setembro


xxx Perience Búzios de volta a cidade maravilhosa , a maior festa open air do brasil acontece agora dia 05 de setembro na Fazenda porto velho.Sempre investindo em inovações a XXXPERIENCE Búzios traz 3 nomes que apostam no house e suas vertentes progressive, electro e minimal. Transporte-se para este ambiente mágico e lúdico onde a celebração a vida, a dança e a musica se encontram. Abrindo a noite o público ganha com o som do projeto MIND THE GAP, formado pelos DJs Gustavo Magri e Phelippe Melo, que trazem em seus sets a técnica e vibe adquiridas em suas respectivas carreiras solos.

Dando continuidade e explodindo com seus sets progressivos vem a dupla FLOW & ZEO, donos de um talento incrível que fazem mixagens precisas que envolvem o público com essa mistura musical.Em seguida quem assume a grande pista open air é o produtor e DJ GUI BORATTO, que lançou recentemente o álbum “Take my Breath Away” vindo depois do bem sucedido “Chromophobia”, responsável pela faixa “Beautiful Life” que até hoje levanta qualquer pista.

Esses sons misturam-se a nomes como Growling Machines, Ticon, Under Construction, Domestic e Lish. A XXXPERIENCE Búzios promete ser o grande destaque desse feriadão, por isso experimente a vida venha para a diversão!Não fique de fora dessa!

No mais vamu cair pra dentro! aee :)

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Line Up:

GLOBAL MAIN STAGE

22:00 - Mind The Gap

00:00 - Flow & Zeo0

1:30 - Gui Boratto LIVE

02:30 - Gabe LIVE

03:30 - Under Construction

04:30 - Domestic LIVE

05:30 - Growling Machines LIVE

06:30 - Rica X Feio

08:30 - Lish LIVE

09:30 - Ticon LIVE


Maiores informações acesse: http://www.xxxperience.com.br/

sábado, 22 de agosto de 2009

Entrevista: Léo Chaves (raveway)




















Como já está virando tradição, gosto que na primeira questão o entrevistado se apresente. Então, por favor, descreva como e porque você virou fotografo.

Olá meu Nome é Leonardo Chaves, fotografo desde que comecei a entender o que enxergava, isso faz uns 20 anos.Só por hoje.Profissionalmente atuo no mercado a apenas 3, antes de viver de fotografia, vivia de informática e posteriormente de design, mas isso já passou, graças ao bom senhor.

Como surgiu o Raveway?

Montamos o Raveway, Affonso e eu depois da decepção com um projeto que havíamos tentado dar nosso apoio. Saímos desse projeto por percebermos que nossa visão da cena eletrônica e suas oportunidades de negócios eram alinhadas entre si, mas diferentes da visão do resto das pessoas. Éramos público antes de estarmos do outro lado do balcão, tínhamos nossas necessidades e nossas sugestões, então, aliamos a nossa expertise à vontade de eternizar algo dessa cena que nos marcou, assim nasceu o projeto Raveway. Então não fui parar no Raveway, o Raveway é uma das engrenagens que possibilita a exposição de informações, arte e cultura dos que pensam e vivem como eu e como alguns.

Como e porque as festas de música eletrônica entraram na sua vida?

Por acaso... Tenho só quatro anos de freqüência em ambientes eletrônicos, curtia o som, mas como era muito dedicado ao trabalho acabava não indo aos eventos, até ir a primeira festa, e essa ser perfeita, logo depois ao primeiro festival, onde resolvi largar o emprego estável e viver de fotografia da cultura eletrônica.

Você já curtia, e passar a fotografar tais eventos foi consequência ou você não curte e só vai para trabalhar mesmo?

A resposta anterior meio que responde a essa pergunta, mas é impossível se falar de arte sem gostar do que se faz. Mas óbvio que nem tudo que clico é artístico. Hoje como vivo disso muito do meu material é comercial, mas não encaro como um trabalho só, senão seria impagável para os produtores, 24 horas de meu tempo durante o evento, mais as horas de edição, etc. Prefiro encarar como um hobby remunerado assim não me irrita fazer e publicar fotos que não gostaria de ter que fazer ou publicar.

Em uma rave, o que mais lhe chama atenção para ser fotografado? Quais as principais diferenças de fotos em eventos indoor e open air?

Só pra deixar claro, não vou a rave a mais de 1 ano desconsiderando os festivais, mas você deve estar falando das festinhas que freqüentamos. O que mais chama a minha atenção é a alegria, é o fator GENTE que tem nesses eventos, é quem ta lá de verdade se divertindo consigo mesmo, é de onde vem as melhores fotos. Evento indoor não é rave definitivamente, a diferença que vejo e fotografo nos indoor e nos open air é a entrega pessoal de cada um.

Leo antes de apertar o "click" da sua máquina, consegue visualizar a foto que você conseguirá? Sempre dá certo?

Ouvi uma vez de uma fotografa amiga, Simone Stoicov uma verdade, "Foto não se faz, se recebe", não da pra prever tudo na foto, só a iluminação e o enquadramento dos planos e tal, o fator GENTE é caótico e imprevisível por completo, sempre alguém no fundo fazendo algo que você não considerava como parte da sua foto, mas está lá e você só vê depois de clicar. O dia que eu conseguir prever tudo que vai estar no meu quadro enquanto fotografo uma festa eu largo a fotografia.

Em eventos de e-music os movimentos, acontecimentos, tudo é um tanto quanto rápido demais, como é para registrar momentos únicos e perfeitos como você vem fazendo?

É simples, basta você estar lá, realmente estar, ouvir o som, entender as pessoas, acompanhar os movimentos, viver os momentos da festa, as freqüências das pessoas de perto da caixa, as de longe da caixa, os casais, os doidões, os caretas... Tudo emana uma leitura qualquer, e todo mundo lê isso de uma forma ímpar. Minhas fotos são a transcrição dessas leituras psicodélicas que faço do meu jeito.

Percebo que muitas pessoas durante as festas ao perceberem que estão sendo fotografadas ou apenas que tem um fotógrafo por perto, ser tornam "exageradamente espontâneas" tudo para ter uma foto. Como você vê isso?

Eu não vejo, não fui lá pra fotografar essas pessoas...

Existem também pessoas que pedem fotos e simplesmente começam a dançar na sua frente também para parecer que foi algo "flagrado / inusitado"?

Tento ser gentil e educado na maior parte do tempo, não tenho porque negar a foto, por mais que não goste de ter que fazer uma foto assim, se a pessoa vai ficar feliz com isso, pra mim já ta valendo. Nego fica feliz e dança de verdade depois, sem perceber que eu estou olhando, aí sim faço a foto que queria ter feito e não publico a que me pediram pra fazer , e a vida continua.

Como você vê as pessoas que tentam e se acham celebridades do trance e vivem tentando aparecer, seja por foto, em comunidades ou nas próprias festas?

Vejo meio embaçado, não costumo ficar muito perto e eu uso óculos aí já viu ...Sempre teve , e sempre terão os deslumbrados, mas não atrapalha não , qualquer hora nego se entende consigo mesmo e deixa de ser assim...

Qual a historia mais engraçada que você já presenciou e registrou em fotos?

Porra tem inúmeras, mas eu nunca lembro...

Dá para ganhar a vida como fotografo ou hoje em dia esta arte ainda não é tão valorizada e você precisa de outro trabalho para ter uma renda completa?

Da pra ganhar a vida sendo qualquer coisa, se você fizer com dedicação, até ser cabeleireiro vai fazer você ter grana pra comprar seu helicóptero... Desde que tenha essa pretensão... Sou fotógrafo, feliz da vida. Ganho menos unidades financeiras do que quando trabalhava com informática, mas vivo absurdamente melhor e tenho precisado de menos grana, no fim das contas me sobra mais agora do que antes. O que devemos tentar definir bem pra nós mesmos é o que chamamos de "ganhar a vida".

Vlw Léo pela entrevista!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Review: Sunset Day Party














Então aqui estou pra fazer o review da edição da sunset , como já é de costume assim que sai da festa já tinha mil coisas na minha cabeça mas é sempre bom espera a empolgação abaixa.Cheguei na festa era por volta de 12:00 logo no começo uma bagunça danada pra entra no evento uma aglomeração de pessoas ... e fila que é bom nada!Dando uma volta pela festa pude notar a presença de uma decoração mais trabalhada cheio de flores deixando a festa com um visual lindo e hipnotizante. Outra coisa que me chamou bastante atenção foi que essa edição a produção fez uma estrutura de som que até então não existia na sunset.Depois de caminhar pela festa comecei a curtir o final da apresentação do SMOKE GREEN que a essa altura já estava dominando a pista com aquele electro forte e dançante que se mistura a outros estilos, deixando suas produções originais e difíceis de escutar por ai.


Logo depois veio DIRTY LOUD, um projeto que até aquele momento era desconhecido e que de forma surpreendente deixou a pista em total euforia, trazendo um som conceitual que vai do Electro ao Prog House sem deixar a pista descansar um minuto. Em seguida ARTHUR SALARINI subiu ao palco para deixar o que já estava bom, melhor ainda, trazendo para a pista aquele electro pesado e bem marcado fazendo com que todo mundo dançasse e vibrasse a cada virada, deixando o público em estado de total alegria e sem contar que o dia estava perfeito sol pegando! rsrs




Depois dessa seqüência fui ao bar e me deparei com uma pequena fila e uma boa surpresa: preços justos e coerentes aos produtos vendidos. Na verdade não é uma surpresa e sim o justo, os cariocas que estão acostumados a ir em festas e pagar 5,00 reais numa garrafa de água quando viram um preço justo ficaram surpreso. O bar estava bem funcional, vários bares pela festa com um atendimento rasuável, bebidas bem geladas, atendentes educados e tudo bem organizado como manda o figurino.


Eis que ELECTRIXX FEAT JODYZ !sobe ao palco e como já era de se esperar eles já vieram forte, fazendo com que todos chegassem para frente do palco e delirar com aquela apresentação impecável fazendo a galera delirar. Fazia tempo que não assistia uma apresentação deles tão boa, ainda mais o que eles apresentaram foi uma seleção de músicas espetaculares fazendo com que todo mundo dançasse do inicio ao fim. Sem dúvidas foi o auge da festa.Já não é atoa que eles são fênomeno mudial do electro!! top



















Voltando a pista depois de uma apresentação de electrix que deixou a galera em estado de total euphoria estava ainda por vim NEELIX estava entrando e o que para mim seria mais uma apresentação se tornou numa apresentação surpreendente onde a o live repleto de músicas novas e new mix para músicas já consagradas, deixando o público daquele jeito.rsrs. Neelix um dj que para muitos era desconhecido entrou mostrando para o que veio e trouxe para pista uma apresentação envolvente e dinâmica de total interação com o público, prog de altíssima qualidade.














Eis que então a noite chega e com ela o full on ANALOG DRINK , 220V ,DYNAMIC que pra mim também foram apresentações SENSACIONAIS com um ritmo empolgante que por mais que já tinha 10 horas de festa geral não para de dançar. Cada um com seu estilo sendo que era impossível ficar parado ao som de cada apresentação que para mim estava entre as melhores que já pude assistir.. a vibe era surreal que por mais que você estivesse cansado você não para de dançar.momento que ficará guardado na memória de todos aqueles que puderem presenciar aquele final de festa emocionante que para sempre ficará na memória e consagrando mais uma festa.
No mais Gostaria de finalizar parabenizando toda produção por este evento maravilhoso, que vem crescendo a cada edição e dizer que como muitas Sunsets possam acontecer e fazer com que nossos sabádos sejam perfeitos como esse.

Fica nítido com este evento, que a cena eletrônica ainda pode viver momentos perfeitos de união entre público e produção, pois claro era a preocupação da produção com o público, tendo em vista a organização, o line e os justos preços que predominaram na sunset, além claro de um clima de paz, confraternização e amizade que imperou durante a festa, tirando só umas brigas que rolou na noite! mas no mais a produção está de parabéns! Quem venham mais sunsets assim =D
















Algumas das fotos: www.raveway.com

















sábado, 25 de julho de 2009

Sunset day party! @ 15 agosto

















Mais uma vez o paradisíaco parque aquático ACQUA FRESH celebra uma edição de SUNSET! Nesta 4° e especial edição do evento chegamos a 1ano de celebração e trouxemos os melhores nomes da e-music para você!


LINE UP

09:00 DELECT
11:00 RAPHAEL SIQUEIRA
12:00 INKUBUS LIVE!
13:00 SMOKE GREEN
14:00 DIRTY LOUD LIVE!
15:00 ARTHUR SALARINI
16:00 ELECTRIXX FEAT JODYZ LIVE!
17:00 MICRODIZKO
18:00 V.FALABELLA
19:00 NEELIX LIVE!
20:00 ANALOG DRINK LIVE!
21:00 220V LIVE!
22:00 DYNAMIC VOLTZ LIVE!
23:00 DYNAMIC LIVE!
00:00 DIFFUSION0
1:00 LARA BRITTES
02:00 BRUTAL ENERGY



- INGRESSOS -

LOTE PROMO WEB R$25 (ESGOTADO)
1° LOTE R$30
2° LOTE R$35
PORTARIA R$50


MAIORES INFORMAÇÕES:

http://www.sunset.art.br/
http://www.parqueacfresh.com.br/

domingo, 19 de julho de 2009

Entrevista: Bruno Barudi













Bruno Barudi produtor de electro house com influências externas de minimal techno que podem variar até o progressivo trance. Começou a produzir música eletrônica em 2006, e de lá para cá vem se destacando pela facilidade que possue em misturar elementos e características de outras vertentes, tendo como objetivo em suas produções, uma formula de som traçada por linhas de baixo marcantes e subidas explosivas e contagiantes.


se apresente para os leitores do blog .

Fala aee meu nome é Bruno Barudi , tenho 23 anos

Quando e por que você resolveu ser DJ de música eletrônica?

O ano nao sei dizer bem certo, mais comecei como todo mundo , frequentando festas .. escutando muita musica e despertando o interesse de saber como era feito , e correr atrás .. a ideial inicial , era como todo mundo diz , tocar so por tocar , por hobbie , mais ai o hobbie , foi virando profissão , e claro tomando gosto pela coisa .. e depois eu corri atrás da produção pra saber como era feita as musicas , coisas que eu imaginava que era impossivel ainda mais no brasil onde a informação demorava tanto para chegar .. porém hoje a internet facilitou mto , mesmo a uns 4 .. 5 anos atrás as pessoas não divulgavam informacões , não tinha essa troca de conhecimento que tem hoje , ai consequentemente vc tinha que correr atras de sites gringos , tambem , aprendi a falar muito ingles atraves disso .. heheh

Quais os Djs e projetos influenciaram na maneira de tocar e nas músicas produzidas pelo Bruno Barudi?
Cara , teria varios para citar , porque eu tento pegar uma influencia de um pouco de cada e criar o meu proprio estilo , mais a maneira de tocar o jeito que conta a história em suas musicas foi principal de todos o Gabe , que por sinal , toda vez que ele toca sabe o que faz na pista .. quanto a estilo musical vem varios cara , desde Eric Prydz , deadmau5 , d-nox and beckers , sander van doorn .. A lista é grande



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Como é o processo de criação de uma música?


Cansativo , mais prazeroso , tudo varia , tem dias que a ideia bate , vc vira um monstro produzindo .. 12 .. 15 hs direto no pc sem sair , ate ver aquilo tomando forma , so que é mto prazeroso vc tocar sua musica e ver a galera bombando com a mesma ...


O chamado low bpm vem numa crescente também, a maioria dos Djs/Projetos novos que estão chegando no mercado, já começam com electro, prog ou minimal, por exemplo, e muitos outros já conhecidos, estão migrando para tal área da e-music. Por que isso vem acontecendo?


Cara , quanto a isso é muito relativo .. porque a historia vai ser sempre a mesma so que de maneira evoluida .. e no final sempre o HOUSE , vai ficar .. o house pode passar anos , sempre vai estar la .. que nem agora .. Techno ?! techno bombava a 4 anos atras aqui no brasil , se lembram bem , proprias festas como Xxxperience tinha tenda techno que bombava .. ate questao ate de modismo , depois veio o psytrance .. prog trance .. electro .. e por ai vai .. eu acho que nao é so uma questao de modismo mais sim de evoluçao , hoje em dia o complicado , que vamos supor um cara cria um estilo .. pronto , vai 10 mil produtores e faz o mesmo estilo e hoje esta muito complicado vc criar uma coisa nova ate pelo fato de estar cheio de produtores otimos cada vez mais



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O que um DJ precisa ter e fazer para se destacar entre os demais, tendo em vista que percebemos que está é uma profissão um tanto quanto saturada





Bom, acho que isso é muito estudo acima de tudo. Você deve pesquisar, correr atrás, só que ser dj não é apenas de um dia para outro pra você aprender o "Feeling" de uma pista demora muito tempo e requer muita experiência. Mas assim como qualquer outra profissão, muito estudo e prática


Ou você acha que "todos" tem seu espaço? Por que?


Acho que é como qualquer mundo artistico , muito dificil de ser descoberto , mais acho que se vc tem taleto , determinaçao , visao , feeling .. a sua hora vai chegar uma hora ou outra ..





Como você vê a interação publico – Dj? Acha que isto é essencial para um bom andamento do set ou o bom andamento do set que reflete na pista, tornando-a dançante e única?


Concerteza... nossa , ja toquei em festas que nossa .. cheio de gente , mais o publico off .. ruim pra caramba nao respondia mais ja toquei em baladas pequenas .. 150 pessoas e a galera fervendo respondendo um grande ex é a The one no espirito santo. e sim concerteza a feeling vai ser mto melhor se o publico interagir mais ..


Existe um preconceito enorme com a música eletrônica em geral. A mídia e autoridades afirmam que rave é lugar de gente drogada, que não dá para ficar escutando o "tuntz tuntz" por muitas horas seguidas e por isso o consumo de drogas sintéticas é tão elevado em tais eventos. Até que ponto você acha que a mídia está certa?




Até certo ponto sem dúvidas , tem algo que eles falam que realmente e verdade , muita gente vai pra se drogar , mais tem gente que vai por causa do som , mais o que não sabem que como em qualquer evento existe drogas , assim como em um show de reggae, ou um show sertanejo , e nao veem o movimento que traz pra cidade , assim como por ex , ITU , tem sua festa e fazem a edicão xxx. especial la .. fui na edicao de 10 anos curtir , acho que tinha umas 40 mil pessoas.. e aonde esse pessoal come ? aonde dormem ? o movimento que as festas trazem pra cidade [e muito grande e não olham por esse aspecto .. acho que as festas deveriam ser melhor fiscalizadas a respeito de drogas .. apenas isso ..


Fala aee Bruno tem alguma , música favorita?

rsrs ptz , varias Marcelo .. varias mesmo .. fico ate sem responder essa porque , a lista é muito grande hahaha


Para você, qual foi sua melhor apresentação! e porquê?

Goa - Juiz de fora , sem duvidas festa magica que a sensacao indescritivel , e unica!

















Foto: Goa Trance JF


Bruno, muito obrigado pela entrevista, espero que tenha gostado!


Valeu ae Marcelo! obrigado cara :)

algumas das fotos: www.raveway .com


sábado, 11 de julho de 2009

O mundo das RAVES!















Como tudo COMEÇOU...
Um Império COMERCIAL...
Crescimento das Festas...
DROGAS E MÚSICAS ELETRÔNICAS
Vida , É MÚSICA ELETRÔNICA
Diversão E BEM ESTAR...

A Introdução do termo RAVE o remete a algo como soltar os cachorros ou então vibrar com alguma coisa.


Mas a palavra também foi atribuída a um tipo de festa com ingredientes diferentes que tradicionalmente conhecia... A MÚSICA É ELETRONICA!
As festas são realizadas em ao ar livre em locais afastados dos grandes centros geralmente em sítios ou fazendas a duração é de pelo menos 12 horas , centenas ou até milhares de pessoas gastam energia Dançam , Dançam, Dançam muito sempre ao comando do DJ.
É controvérsia quando se tem que atribui quando e onde começou as Raves. Uma versão diz que no final dos anos 60 na ilha de goa na Índia, o movimento foi iniciado por um grupos de rippes e europeus bem nascidos que escutavam na praia uma especie de embrião da musica eletrônica misturados com elementos musicais locais essa mescla remetia a psycodelia é esse gênero foi batizado de GOA anos mais tarde de GOA TRANCE e na década de 90 recebeu a denominação de TRANCE PSYCODELICO ou apenas PSY TRANCE.
A outra versão talvez mais aceita ou comentada diz que as Raves começaram na segunda metade da década de 80 na região portuária de Londres na Inglaterra . As festas eram ilegais e se propagavam entre os jovens através do boca a boca e de flays improvisados.No inicio dos anos 90 as raves foram criminalizadas por lá. O que mundialmente difundia a idéia de festa rave como festa marginal.

Não se sabe ao certo quando as Raves chegaram ao Brasil mas a relatos que no verão de 1994 em arraial da Judá na Bahia , duas estrangeiras em uma festa na praia colocaram um cd de psy trance pra tocar, os festeiros gostaram tanto do som que começam a organizar encontros com freqüência, as raves de hoje pouco se assemelha das de Goa, Londres ou de arraial da Judá sobre o efeito da globalização e do capitalismo as festas se profissionalizaram o estigma de festa marginal deu espaço ao um novo movimento surge então um fenômeno mundial. foto: Goa Trance JF

Um Império COMERCIAL...

A proliferação das raves impulsionaram comercialmente os envolvidos na cena.
Surgiram então sites especializados, gráfica começaram a produzir flays de propaganda das festas.
Empresas de eventos começaram-se a se dedicar exclusivamente a esse nicho.E a mais importante revista de música eletrônica lançou uma versão brasileira, Esse movimento realimento o mercado escondido até então, com isso mais freqüentadores , mais dinheiro , mais dinheiros , mais festas e festas maiores.
Hoje a uma estimativa que o mercado de raves giram em torno de 15 milhões de reias por mês , sendo q o estado de São Paulo é o estado que tem mais festas por mês , são em torno de 50 a 60 festas pó final de semama.













E com esse crescimento comercial vários pequenos empresários estão cada vez mais entrado nesse meio.
A profissionalização das festas disperto o interesse de grandes empresas de associarem sua marca ao público jovem.Mas isso foi foi aconter a pouco tempo , poruqe nos anos 90 era mto dificil uma empresa colocar sue dinheiro em uma rave , de jeito nenhum pois era visto como um evento margianal.Mas hoje grandes empresas colocam seu nome nas festas pois um evento que arrasta 200 mil pessoas ( como tiesto) é algum significativo.
Temos como exemplo Coca cola vibe zone, motomix da motorola, skol beats são evetos de músicas eletronicas pratrocinados por empresas multinacionais. Foto: Tribe RJ


No Brasil a XXX PERIENSE e TRIBE são as duas maiores raves do Brasil, comportam entre 20 a 30 mil pessoas por edição: chegam a faturar MAIS de 2,5 milhões de reais por festa , HELVETIA , ZENITH , ORBITAL E KABALLAH também são festas que integram a elite das raves no Brasil movimentam entre 8 a 15 mil pessoas por edição.
















xxx perience Edição especial 12 anos SP















Tribe 8 anos edição especial SP


Antes eles ficaram escondidos em lugar escuro e ninguém sabiam qual era o seu nome a infervesencia das raves trouxe benéficos a quem estava esperando o seu momento pop star
E o DJ que estava escondido sai do esconderijo na boate porque ele precisa ver o que as pessoas estavam achando do som dele, porque ele precisa saber se o publico estava gostando do som com isso foi criando cada vez mais ritmos, estilos e por ai vai.Então o DJ hoje passou a ser um artista. Hoje temos muitos Dj de nome na cena Astrix, GMS, Infected Mushroom, 1200mics, Wrecked Machines, Beat Hackers, Perplex,Eskimo,
Gui Buratto, Gustavo Bravetti,Amo e Navas, Liquid soul, John Acquaviva, Vibe Tribe, Poopof, Proculture, Shatin , dentre muito mais.
DJs novatos hoje no Brasil recebem certa de 500 reias por apresentação. Os mais consagrados ganham de 2 a 5 mil reias. Estrangeiros faturam acima de 10 mil reais, o DJ Tiesto recebeu 250 mil reias sua ultima turnê pelo Brasil.

DROGAS E MÚSICAS ELETRÔNICAS

Rave sempre viraram noticia não pela festa em si , mas por um convidado que sempre esteve presente. O sucesso das raves refletiu no consumo de drogas e como o mercado e implacável fez da droga sintética o ecstasy a droga mais consumida nas raves.

''Essa sensação é a primeira manifestação da droga. Em seguida perde-se a sensação de peso do corpo, e sente-se como se estivesse flutuando. A partir daí todos ao seu redor parecem amigos, e sente-se uma forte atração física por todos. Cerca de vinte minutos após a manifestação inicial, começam formigamentos que, segundo relatos, se assemelham a repetitivos espasmos por todo o corpo. Os efeitos da droga ficam oscilando entre momentos com fortes efeitos, e momentos em que os efeitos passam. Dependendo da quantidade que foi ingerida, quando os efeitos passarem o indivíduo vai se sentir desanimado, querendo "voltar para casa".
Estasy é um comprimido com principio ativo da substacia MDMA. Aumenta a energia do usuário e permite que suporte horas a fio dançando, atualmente há pordução no Brasil o prço varia entre 20 a 30 reais a unidade. Mas também temos um outro ingrediente tamém bem procurado nas festas raves .. a famoso LSD ou simplesmente DOCE. dietilamida do ácido lisérgico, que é uma das mais potentes
Os efeitos variam conforme a personalidade do sujeito, o contexto (ambiente) e a qualidade do produto, podendo ser agradáveis ou muito desagradáveis. O LSD pode provocar ilusões, alucinações (auditivas e visuais), grande sensibilidade sensorial (cores mais brilhantes, percepção de sons imperceptíveis), sinestesias, experiências místicas, flashbacks, paranóia, alteração da noção temporal e espacial, confusão, pensamento desordenado, baforadas delirantes podendo conduzir a atos auto-agressivos perda do controle emocional, sentimento de bem-estar, experiências de êxtase, euforia alternada com angústia, pânico, ansiedade, dificuldade de concentração, perturbações da memória, psicose por “má viagem”. Poderão ainda ocorrer náuseas, dilatação das pupilas, aumento da pressão arterial e do ritmo cardíaco, debilidade corporal, sonolência, aumento da temperatura corporal.
Mas sabemos que nao é acabando com as festas raves que o consumo das drogas irá acabar ou simplesmente sumi. Para se combater o consumo do ecstasy e outras drogas nessas festa raves , a solução nao é proibi essas festas porque é considerado uma manifestação cultural legitima.


A saida é simplesmente ao contrário é exigir da rave um posto médico com uma equipe treinada , exigir da rave uma infrainstrutura minima que de conta de segurança , de trazer informação pro usuários os danos que a droga provoca , ou seja a saida é o oposto e de oficializar a rave.

Vida , É MÚSICA ELETRÔNICA
Diversão E BEM ESTAR

No inico timido uma festa alternativa para poucos, nao se imagina rave uma festa massificada.Mas passando pouco mais de uma decada no brasil as raves fazem frente ao evetos bem mais tradicionais como micaretas de carnaval e casa noturnas. O titulo de festa marginal parece que mais ajuda do que atrapalha com se analisa o aumento de eventos realizados a procura pelo novo talvez seja o ingrediente
que motive as pessoas a deixarem suas casa , rodarem uma horade carrro ou ou de onibuns pra as festas gastarem certa de 100 reais e ainda voltarem sujo pela terra do local.
Não é tarefa facil responde o questionamento de como as raves se tornaram este fenomeno comercial atribir isso as festas ao ar livre , contato com a natureza e liberdade talvez seja precipitado. Muitas pessoas encaram esse tipo de evento uma proposta de vida , em aproveita com os amigos em um lugar especial menos lutar por uma causa politica maior.. Muitos também vão a porcura de novas amizades e poder se relacionar com o outro de exporem suas ideias e seus conceitos. Com isso permite que as pessoas saem bastante , que gaste seu próprio dinheiro em diversão mas é um lugar social que permite porque muitos ainda tem o apoio dos pais.Mas também a muita gente encara como um prazer ou seja meu prazer de agora é mais importante do que o do futuro .. é na verdade uma cultura totalmente capitalista aproveite o hoje , nao é como antigamente que as pessoas pensavam em trabalhar , poupar , criar uma familia hoje nao pensa no momento em se diverte e ponto final.



quarta-feira, 8 de julho de 2009

Entrevista: Lara Brittes














"Lara teve sua estréia na cena eletrônica em 2001, após alguns anos de conhecimento, comecou a tocar, e desde então, vem se destacando como uma grande revelação por onde passa.Tanta dedicação rendeu uma respeitável posição no cenário eletrônico nacional e um convite para fazer parte do selo mexicano Nebular Hypott. Possuidora de uma técnica incomum alia em seus sets, o carisma e a sensibilidade feminina ao fullon, abusando de melodias e sons cheios de groove. A Dj já tocou em festas e privates como: Goa Trance, Natural Trance, Sunset, Positive, Satisfaction e clubs como: Unique, Bunker, Emporium, Fosfobox, passando pelos estados de RJ, Minas Gerais e Ceará,se apresentando ao lado de artistas como: Wrecked Machines, Visual Paradoxx, X-Noize, Perplex, Space Cat, Cyrus the Virus, Ferbi Boys, Sesto Sento, Liquid Soul, Tim Healey,Time Lock, Dual Core,Tristan, DNA, Stereomatic, Alien Project, Bizzare Contact, entre outros."


se apresente para os leitores do blog .
Olá, meu nome é Lara Brittes, tenho 21 anos, e sou dj de Full on ha quase 4 anos.


Quando e por que você resolveu ser DJ de música eletrônica?

Eu entrei na cena eletrônica muito nova, com apenas 14 anos, isso foi em 2002, quando fui na minha primeira rave e fiquei apaixonada pelo estilo de festa, estilo de som, pessoas diferentes... Não sei muito bem o porquê, mas eu logo que conheci a cena, já tinha uma vontade enorme de ser dj, na época as únicas mulheres djs de full on aqui no Rio eram a Penélope e acho que a Marian Flow(se eu não me engano, ela tocava full on nessa época) eu achava o máximo ver as duas mixando. Me lembro de ficar em casa ouvindo uma música do Astrix que chama Junosis, e ficar com os olhos fechados, me imaginando tocando essa música, sem ter nenhuma idéia de como funcionava o mixer e os cdjs. Fiquei entre 2002 e 2005 apenas curtindo as festas, estudando as músicas e procurando um curso de dj. Em 2005 descobri o Conexão psy, onde rolava um curso ministrado pelo Roosevelt, me matriculei e fiz todo o curso, comprei meu equipamento e comecei a praticar, em poucos meses fui sendo convidada para tocar em algumas pequenas festas aqui em Niterói. Ano passado toquei essa mesma música(Junosis) em uma festa no Topo do Rio, foi incrível, uma sensação real de um sonho concretizado.



Quais os Djs e Projetos influenciaram seu estilo de tocar e de música?
Astrix, GMS, Infected Mushroom, 1200mics, Wrecked Machines, Beat Hackers, Perplex e outros (a galera que eu mais curtia na época) e djs como a Penélope, Marian, Livia, Tati, pessoas que eu admiro muito.


O que um DJ precisa ter e fazer para se destacar entre os demais, tendo em vista que percebemos que está é uma profissão um tanto quanto saturada?
Distinção, diferenciação, algo que chame atenção e ele não passe a ser apenas mais um dj no meio de tantos.

DJ ainda é uma profissão predominantemente masculina, ainda mais no fullon. Qual o principal motivo para ter escolhido tal estilo entre tantos outros dentro da e-music?

Amor mesmo, o full on é minha paixão, desde que conheci a cena, nunca mudei de opinião quanto a isso, e ser DJ é muito complicado, se não tocar o que você AMA de verdade, não vale a pena.

O que o fullon tem e que te “encanta” que as demais vertentes não tem?

emoção.



















Foto:Goa Trance JF


Nítido é que que a cada dia que passa o low bpm vem ganhando mais espaço entre os eventos e amantes de música eletrônica, muitos djs de outras vertentes migraram para este estilo. Você, junto ao Ravi, começou a fazer transições nas festas. Por que desta escolha? E por que não fazer como a maioria e tocar, por exemplo, electro ou prog?

A transição, eu comecei a fazer justamente por causa do Ravi; Ele já fazia antes, e quando a gente começou o projeto Ravi & Lara, os produtores já estavam acostumados a contratar o Ravi para fazer transição, então eu aceitei o "desafio". Eu acho que esse lance do full on ficar nessa gangorra, uma hora está por cima, noutra por baixo, é muito questão de "modismo", a impressão que tenho, é que algumas pessoas não conseguem ter vários gostos musicais ao mesmo tempo, então escolhem um a cada momento, e defendem, como se não pudessem gostar dos dois, ou mais, e aí de repente alguém diz que o full on é música de "frito"e electro é música de gente madura, essa pessoa que não tem uma opinião muito formada, acata essa idéia e sai espalhando, e por aí vai. Quem gosta de verdade não passa por isso, ou então pode não gostar de um determinado estilo de som, mas não tem preconceito (isso pra mim não existe, preconceito com música, acho um absurdo) Então acho que como os djs e produtores têm que se adaptar ao público, muitos djs mudam de estilo para terem mais oportunidades, mais festas, ou talvez porque realmente conheceram um estilo de som novo que agradou mais... sei la, isso depende de cada um. Eu não troco o full on por nada, pelo menos por nada que eu conheço até agora. (rss)

Qual a importância de uma boa transição para o bom andamento de uma festa?
A boa transição faz com que a mudança de estilos musicais aconteça com extrema sutileza, a pessoa vai dançando, dançando, e quando repara, já mudou o estilo. Acho isso incrível, e o melhor é acompanhar o público mudando o jeito de dançar aos poucos.















Para você, qual sua melhor apresentação? Por que?

Hunn, não sei dizer qual foi a melhor, foram muitas apresentações que eu gostei muito, mas ultimamente, acho que a melhor foi na Ecológica, dia 17/04/09 em Volta Redonda, muito tempo que eu não via um público tão vibrante com o full on, a galera curtiu demais o set, e eu sei que foi uma ótima apresentação porque senti reconhecimento, e claro, reação da pista. Foi emocionante, valeu a pena demais.



O que te faz achar que uma apresentação sua tenha sido perfeita?
Reconhecimento do público, quando a pista reage muito bem às músicas, e depois a galera vem me parabenizar e mostrar o quanto gostaram, acho que nada é perfeito, mas isso mostra que seu set agradou bastante.

Como você vê a interação publico – Dj? Acha que isto é essencial para um bom andamento do set ou o bom andamento do set que reflete na pista, tornando-a dançante e única?

As duas coisas. as vezes pego pistas meio "mortas", talvez pelo horário, pela preferência musical, etc, dessa forma, dá uma certa desestimulada e o set que poderia ficar ótimo, fica mais ou menos. O meu humor, minha interação, depende muito da pista, eu me reflito nela, como um espelho. Se a galera estiver vibrando, pulando, eu vou fazer o mesmo, pois vai rolar troca de energia, se não, eu fico na minha, faço o set, mas não rola muita interação, e isso faz com que a apresentação passe de certa forma, despercebida. Acho que esse lance de interagir, depende muito do horário que você pega, da região... Já cansei de tocar o mesmo set em duas cidades diferentes, e em uma bombar muito, e na outra ficar morto.

Qual e onde foi o seu maior público? Qual a sensação de ver milhares de pessoas dançando ao ritmo de sua música?


Não sei se foi na GOA(JF) ou na Nit Parade, em ambas toquei pra um público maior do que 4.000. É uma sensação muito boa, sem dúvidas, ver aquelas pessoas todas ali curtindo você, seu som... saber que muitas foram à festa para te ver. Mas como eu disse anteriormente, não adianta nada tocar para um público de 10.000 se esse for "desanimado", eu prefiro tocar para 50 pessoas vibrando, do que pra 50.000 desanimadas, ou cansadas.


Lara, muito obrigado pela entrevista, espero que tenha gostado. Gostaria que deixasse um recado para os leitores do blog.

Obrigada você Marcelo ( fofo), adorei as perguntas.Nunca desistam dos seus sonhos, por mais impossíveis que eles pareçam ser, saibam dos seus valores, personalidade, e não deixem que outros digam o que você sabe que não é !É isso, desejo tudo de bom para vocês, muito AMOR, e que continuem curtindo meu trabalho(aqueles que acompanham e gostam :)See ya ;)





















:)

algumas das fotos: www.raveway .com












































































































































































































































































































































quinta-feira, 2 de julho de 2009

Review: kaballah











Pretendia fazer o review da edição da Kaballah logo assim que sai da festa, mas resolvi esperar um pouco para baixar a empolgação de sair de um evento daquele porte. A caminho da Kaballah constatei o que tinha como quase que certeza absoluta, sem engarrafamentos, com pouquíssimos carros, e alguns ônibus de excursão estacionados, fácil era perceber que esta festa seria muito diferente da que aconteceu no ano passado, principalmente referente ao público, onde a festa se encontrava totalmente lotada devido ao grande sucesso da edição de 2007.
Ao chegar na portaria fui informado que a doação não seria obrigatória, não precisando comprar ticket social ou pagar alguma quantia referente a “doação”, mostrando então que a produção já se fazia inteligente em não obrigar uma coisa que deve ser voluntária. Fácil e organizado foi “resgatar” os ingressos e entrar na festa, não havia fila e os seguranças que passei foram educados e competentes, porém já vi algumas queixas referente a estes em fóruns na internet.















Entrando na Kaballah a primeira coisa que se avistava era a grande estrutura central de decoração da pista, fugindo das normais decorações com tendas cobrindo a maior parte da pista, com um grande e imponente palco com uma “gigantesca tela” onde eram anunciadas as atrações e exibidas belas imagens. Ao chegar no caixa tivemos o mesmo susto com os preços que tivemos na Chemical, porém com um atendimento rápido e agilizado também, e os bares sempre com bebidas geladas o dia inteiro. Para completar ainda mais minha satisfação com a produção da Kaballah vi que, realmente, a Cocoon Stage não era a área Vip, e que esta não tomava toda a frente do palco, como normalmente vem sendo feito.Entrei em torno de 03:30h e Gustavo Bravetti já estava comandando a Cocoon Stage com sua apresentação performática, mostrando porque vem sendo considerado um dos melhores Djs da América. Quando ele abaixava um pouco o som, fácil era escutar os delírios e aplausos de um público entusiasmado e feliz com tudo o que tinha sido visto até ali, e com tamanha empolgação que Popof subiu ao palco para mostrar quem é POPOF, não dá para explicar o que ele fez,simplesmente brinco com minha mente. rsrs palavras não resumem aquilo. Lembram do diferencial que falei que faltou no Dusty Kid na Space People? Então... Foi o que sobrou nele, que trouxe um som novo e totalmente dançante. Terminando o Popof, a Cocoon ficou vazia, pois todos sabiam quem estava chegando no palco principal, o Liquid Soul.


















Depois de duas apresentações tão fantásticas como a do Bravetti e a do Popof difícil seria ver algo tão bom quanto eles, mas nada impossível para o Liquid Soul que chegou de forma única, deixando todo mundo maluco com sua Crazy People e grandes outros sucessos, e me deixando com medo, porque quem viria após eles era David Amo e Julio Navas, para mim, aqueles que “pagaram” meu ingresso, e como ultimamente difícil é prever o som que eles irão tocar devido a tamanha qualidade e diversidade musical que ambos possuem. E comecei a imaginar a possibilidade deles chegarem com um tech/minimal tech, ou algo do tipo, fato este que não cairia bem após o que foi apresentado pelo Liquid Soul, ainda mais combinado com a apresentação fracassada da Kaballah 2008, se isto ocorre, era o “fim” da carreira carioca deles.Contudo, com as primeiras batidas eletrônicas longe ficou o medo do “minimal/tech” aquela hora, e claro o electro prog “rasgadooo” que vinha pela frente, nem sei muito o que falar deles aqui, pois vai parecer a visão de um fã falando, mas sei que é impossível qualquer pessoa falar ou apontar algum ponto ruim neles, nesta última Kaballah. Entre tantas vezes que já vi este duo, sem dúvidas, esta foi inesquecível, e a melhor entre todas, superando a própria Kaballah, em 2007, Creamfields e Burn Evolution. Saíram do palco ovacionados, deixando uma pista linda para o Acquaviva, que tirou a má impressão que tinha dele desde a Euphoria Festival de 2007, sendo mais um dj excelente.














definitivamente me surpreendi com o evento qualidade, a “preocupação” da produtora com todos, independente de “ser ou não vip” foi excelente, tratamento igual para todos. Apresentações fantásticas seguidas de excelentes apresentações... Difícil disso se repetir tão cedo! Com a chuva o público foi selecionado, e com uma festa “vazia”, comparando-se com a do ano passado, nítida era a felicidade no rosto de cada um que se encontrava com o pé atolado em lama. E sem dúvidas, a melhor de todas as Kaballahs já realizadas no Rio. top!

Amo & Navas kaballah 2009!
video

Que venham mais festas com essa estrutura! foda :)